segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012 em uma página.

Difícil. Nunca houveram tantos anos em um só.
Já são as primeiras horas de 2013, somente agora posso afirmar: Foi um ano em que me comprometi ser maior que eu mesma sempre fui. Cumpri minhas antigas promessas, renovei meus planos, refiz minhas idéias e até de faculdade e profissão mudei. Fiz minha primeira viagem sozinha e continuo gostando de viajar com minha família - Sai de casa. Voltei pra casa.
Descobri que Deus estava em mim e em tudo a minha volta, e o encontrei na hora e no lugar certo.
Deixei muitos amigos, mas também fiz muitos e os que ficaram refiz os laços ainda mais fortes.
Me apaixonei e desapaixonei. Amei e continuo amando cada vez mais.


O mais importante é que me encontrei, sei quem sou e pra onde vou e o que quero ser.
Depois de descobrir tudo isso me sinto mais forte para o que a vida guarda pra mim daqui pra frente.

Obrigada.




quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

...?

O que é isso?
Dois anos é tempo demais, não?
Me pergunto se a culpa é minha, se eu ainda não aprendi o que deveria aprender com esta situação toda e talvez esta ainda perdure. Ou talvez o problema seja eu não ter força o suficiente para me livrar.
Quando você para e pensa que queria fugir da realidade em que está eu sempre me preocupo, poucas são as vezes em que eu gostaria de perder a consciência por não ter a mínima noção do que fazer. Nisto encaro a gravidade de tudo. Mas não há história, não há memória. Então de onde vem toda essa dor?

Sou eu, sou eu a sadomasoquista, só pode ser. A culpa é minha.
Eu só espero não ter remorso sobre o que deveria ter feito e não fiz. O que eu deveria ter feito?
Gostaria muito que alguém me respondesse pois não sei.
Dentre todos os problemas que tinha em minha vida, esse é o que aparentemente é o demais difícil resolução. Já mudei de carreira, emprego, faculdade, casa e planos. Tudo isto em 2012.

Não me sentirei bem em carregar este fardo por mais um ano em frente.
Sou metódica, quero terminar os ciclos em minha cabeça me esquecendo há relacionamentos envolvidos nestes.

Então eu sumo, fujo, esquecendo que fui embora sem nem dizer o porque deixando uma série de situações mal resolvidas.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Conflitos

Muitas vezes procuro por alguém "imparcial" para me aconselhar,
mas nunca encontro. Talvez seja melhor não encontrar,
pode ser que eu deposite nessa pessoa todas as minhas angústias e esperanças.
Eu preciso começar a me ouvir mais, a parar de buscar respostas da minha vida em outros.
Mas eu não consigo me controlar, parece que sempre escolho o caminho errado ou que me causa algum mal.
Não confio em mim mesma para falar de mim,
Não confio em mim para decidir o que de fato é melhor pra mim.
Eu não me conheço e procuro que os outros me definam, eu não defendo minhas idéias.
E todo esse transtorno causado por ir á um lugar que sei que não vou conseguir sair ilesa.
E saí assim.
Ou então culpo o sobrenatural por não conseguir me livrar daquilo que eu mesma enfiei na minha vida,
e quanto mais o tempo passa mais espaço deixo esse incômodo tomar.
Até a hora em toma minha consciência.

Se algo tão pequeno me causa tanto temor, o problema não é o problema em si...
mas sim eu.

Minha segurança que nunca foi muito certa,
só agora tenho certeza disso.


segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Quanto de verdade?

Não sei se não consegui dormir pelo susto ou pela insônia por si só.
Não sei se isso que sinto é uma dor, um incômodo e esse não saber é tão ruim.

Eu li em algum lugar que ás vezes não nos importamos com ninguém, apenas com a sensação que as pessoas trazem a você. Talvez isso se aplique um pouco a mim agora, ninguém me conquista o suficiente pra eu não ir embora. Mesmo quando já fui ainda me impressiono com determinadas atitudes, por justamente ser o contrário daquilo que esperava. Então não é dor, não é incômodo e sim uma surpresa infeliz.

Me preocupa essa frieza, de verdade. Também me pergunto se me aceito assim, fria, ou se tento me enganar e me passar por cativada. Quando na verdade, eu realmente não estou me importando.
Há pessoas que nasceram pra ser sozinhas? Ou pelo menos cercada por uma multidão, mas se sentindo sozinhas?

Invejo esses que conseguem estar sempre rodeado de pessoas e nas fotos estão felizes.
Vejo uma foto, vejo um suposto casal e começo a analisar a imagem, as expressões. Me lembro de Barthes falando em seus textos sobre fotografia, que quando alguém tira um retrato seu, além de uma parte sua se tornar imortal e ao mesmo tempo morta, criamos um personagem que ficará ali, empalhado e exposto aos julgamentos da sociedade. Agora volto para aquela foto do casal e vejo um rapaz inflado, que não olha para a garota que está ao seu lado, apenas para a câmera como quem estivesse orgulhoso do troféu que carrega e a garota com um sorriso estampado, feliz da vida, provavelmente não reparando no abismo entre a postura dos dois. Cada um em seu mundo.

Vejo outra foto, de outras pessoas, um outro casal, estes se agarram.
Como se fossem cair na imensidão do mundo.
Me pergunto o quanto de verdade vejo em tudo isto, quanto de verdade há nessas imagens?
E se devo me abater com elas...



terça-feira, 16 de outubro de 2012

"Eu me sinto infinito"

Há três anos atrás eu segurei na mão de um rapaz depois de uma briga e saímos correndo pela Avenida Paulista, atropelando tudo e todos, rindo muito... Como nos filmes. Como se fossemos jovens, ali e pra sempre. Foi uma cena bonita, só não era eu ali. Percebi que vivi uma cena, mas somente encenei.
Mas ultimamente, apesar dos meus vinte anos e das milhões de crises que passei e sigo passando, cheguei a comentar com alguns que nunca me senti tão jovem quanto agora. "Mas como assim?", eu não sabia explicar essa sensação estranha de se sentir vivo independente de estar feliz ou triste. É como tentar explicar o porquê de uma foto atrair seus olhos ou aquela música te dar arrepios.

E agora, quatro da madrugada de uma terça-feira, quando deveria na verdade estar dormindo para acordar dentro de uma hora e meia, encontro a definição de isso tudo que senti nos últimos tempos em uma página do livro "As vantagens de ser invisível". Fui forçada a parar minha leitura e escrever isto para registro meu, tanto que vale a pena eu pegar este trecho do livro por mais infeliz que seja a tradução que estou lendo.

"E por fim ele encontrou esta canção realmente maravilhosa sobre um cara, e nós ouvimos em silêncio.
Sam batucava com as mãos no volante. Patrick colocou o braço para fora do carro e fazia ondas no ar. E eu fiquei sentado entre os dois. Depois que a música terminou, eu disse uma coisa:
'Eu me sinto infinito.'

E Sam e Patrick olharam para mim e disseram que foi a melhor coisa que já tinham ouvido. Porque a música era ótima e porque estávamos prestando muita atenção nela. Cinco minutos de toda uma vida tinham passado, e nós nos sentíamos jovens de uma forma legal. Eu cheguei a comprar o disco, e contaria a você como foi, mas na verdade não foi o mesmo que estar em um carro a caminho de sua primeira festa de verdade, e você está sentado no meio da picape com duas pessoas legais quando começa a chover."


sábado, 6 de outubro de 2012

Aquele do último trem.

Completamente alterada pelo gosto da adrenalina, misturada com a sensação 
de leveza depois de alguns copos de cerveja. Essa era eu correndo pelos corredores atrás 
do último trem ao lado de quem sempre me faz nascer, morrer e me sentir mais jovem com apenas um olhar.
Andamos com o trem em movimento procurando o dois lugares mais próximos, e sentamos entre dois estranhos, em uma sequência de quatro lugares.
Ou seja, outros ali escutariam nossa conversa.

- Eu te odeio, como eu te odeio por me fazer passar por isso.
- Era necessário, você sabe o que iria acontecer se nós recuássemos. Lembra o que eu sempre digo sobre recuar?
- Ainda assim eu te odeio.

Eu só conseguia rir olhando aquela cena no reflexo da janela em frente, imaginando o quanto aquilo tudo caberia dentro de uma série ou filme. Também observei que os dois estranhos ao nosso lado tiraram seus fones de ouvido para ouvir nossa discussão, na verdade um monólogo porque eu não conseguia prestar muita atenção no que ele dizia, só conseguia pensar que se a ordem dos acontecimentos fosse outra eu poderia não estar naquele trem, nem ao lado dele.

- Eu não imaginava essa sua reação, achei que você fosse surtar ou fugir...
- Eu te amo.

Nos beijamos e desembarcamos na estação, pra infelicidade de quem acompanhava nossa conversa.
E seguimos correndo para tentar chegar em casa.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Enquadramentos

Quem diria, Diana, quem diria?
Nem eu apostaria tão alto que hoje você estaria exatamente no lugar onde há dois meses imaginou estar.
-
Uma criança brincando com seu pai logo ali, próximo a mim.
O enquadramento bonito que forma a mesa de madeira em contra-luz.
Uma moça que provavelmente está trabalhando no lugar joga conversa fora com outrem que meu enquadramento não vê.
-
Onde está minha câmera? Bom, isso no momento não importa.
Aqueles olhos tristes que saíram na foto ainda estão aqui, porém bem mais esperançosos agora, vendo muito além do que costumava ver.


segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Meu grito.

Pela primeira vez ela dormiu sozinha. Fingiu dormir bem.
Ao acordar com o celular tocando as notícias vem,
e se pergunta se por acaso outras vidas também são assim...
Onde tudo por um instante está no seu lugar, então uma peça se move
e bagunça aquilo que demorou anos pra se consertar.
Não conseguindo se mover, está aqui atordoada com as notícias,
deveria estar em um hospital. Agora, prestando ajuda a quem mais ama,
que não por acaso é aquele que ontem a ligou dizendo adeus.

Poderia continuar sentada aqui, em frente a janela e saltar.
Poderia também saltar dentro dela mesma
e procurar a força que tem sido guardada para momentos como esse.
Ou então ler um livro, embarcar em outra história pensando que nada disso passa de um engano.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Metonímia.

Minhas unhas ruídas mal cuidadas, quebradas na carne.
Meu delineador que acabou há mais de meses.
Meus cabelos longos sem corte, com uma parte loura amarelada, logo as pontas.
Sinal daquela pintura que fiz em 2010, ainda está aqui.

Quantas vezes eu não mudei meu físico,
achando que realmente havia algo de diferente ali...
mal sabia que ao enlouquecer de verdade eu deixaria o tempo cuidar dele.
Meu cabelo reto com as pontas quebradas,
hoje demonstram mais minha loucura transgressora do que picado e pintado com um remédio de farmácia.

Enlouqueci
e já não faço a mínima questão de disfarçar.


domingo, 26 de agosto de 2012

Eu não vou me adaptar!


Dói, ainda mais para mim que crio apego por tudo que é vivo, que ainda vive em minha memória.
Eu sofro muito para passar por cada fase que  passo, e talvez eu nunca tenha passado por alguma assim. que me abalasse em todos os sentidos, em que nada do que eu acreditava estar certo conseguiu manter-se em pé.

É como se eu estivesse fazendo tudo de errado. Não para os outros, mas sim para mim.
Nunca me escutei e ao me escutar me dei conta que nada que estava realizando em minha vida era por meu gosto. Escutei tanto os outros que me deixei falando sozinha. E agora ao ouvir minha própria voz aos berros, ela passou destruindo tudo.

Não é fácil largar aquilo que é seguro, muito menos não sucumbir as críticas de todos.
Me sinto sozinha por não ver apoio em nenhum lado, aliás eu  até vejo, mas no fundo gostaria de ver um apoio unânime. E voltamos ao problema, eu preciso da aceitação de todos pra seguir. Não posso me enganar. Com as escolhas que tomo, acabarei batendo de frente com o mundo.
O meu mundo.


"Yeah, I'm a troubled one
And I won't be forgiven"



terça-feira, 31 de julho de 2012

O consolo ao "Consolo na Praia" de Drummond

Isso é mais um berro de otimismo na minha madrugada do que qualquer coisa,
e uma consolo a morte que me ocorreu ao ler "Consolo na Praia".









c'est fini


Eu sinto cheiro de finais, e os temo. Como se eu sempre adivinhasse quando um está por vir, é um estalo que dá. "Então acabou".

Não sei lidar. Me apego a tudo, ambientes, seres, sensações.
Eu sempre tento achar um pouco de mim em outros e quando acho, nunca mais estou preparada para depois, um dia não mais me encontrar.

Séries, filmes, vidas. 
Essa melancolia de fim me toma de um jeito, em que fico por um bom tempo assim.
O ruim é que nem sempre o final é bonito ou surpreendente como devia ser, às vezes parece um filme que baixou cortado, não tem o mínimo sentido. Ás vezes o fim já aconteceu há uns bons lances, só que constantemente acredito que ainda vai ter mais uma temporada. Quando descubro que estava errada, então vem a dor. A dor do desapego.
E a nostalgia. Porque tudo que passou era bom. Só me resta lembrar dos tempos bons, não é mesmo?

sábado, 28 de julho de 2012

Qual o pior?

Eu ainda me pergunto qual é o pior, se é ter memória curta.
Ou lembrar diariamente uma merda que você fez.

Sofro do mal de memória curta, que apaga todas coisas ruins que fiz ou fizeram para mim.
Assim consigo esquecer rápido, sem comprimidos, nem consultas psiquiátricas.
 Logo menos volto a estar feliz.

Só que também quando menos espera a lembrança do que fez volta,
destruindo tudo e varrendo sua confiança em si.
Você realmente tinha esquecido, era como se jamais tivesse vivido aquilo, ao relembrar, revive e sofre como se fosse a primeira vez.
Não acredita, vê em terceira pessoa, fazendo um esforço monta a cena completa, porém não é você ali, não se vê, não acredita que a mesma pessoa quem é hoje foi capaz de fazer tudo aquilo.

São ciclos, de esquecimento e lembranças, apagando e relembrando
e a cada vez que relembra mais desacredita.

Rojo


Matou, em alguns cliques, dois anos e umas sete vidas.
Enquanto a casa vazia e todos estavam fora num sábado às 02:14, mas não há o que esconder.
No vestido vermelho o sangue não mostra.


Só quem presenciou foi Adriana C. cantando com sua guitarra,
-"Por quê? Por quê?"

terça-feira, 24 de julho de 2012

O café e a vitória.

Metódica, eu diria. Ou até mesmo ansiosa demais para conseguir passar uma manhã inteira sem encostar em uma bomba calórica. A máquina de café era sua melhor amiga, passava mais tempo ao lado dela do que seus outros companheiros de trabalho. Se entendiam melhor, colocava sua moeda de cinquenta centavos que seriam 250 ml e já estaria satisfeita ao longo do dia. Isso dependendo de seu humor, é claro.

Um dia esperava uma ligação, decisiva, onde os rumos de sua vida medíocre poderiam mudar, dependo da resposta ao outro lado da linha. Não recebeu a ligação, ficou ansiosa o suficiente para ligar ela mesma em busca de resposta. O sim ou o não. 

Cinco minutos depois, estava perplexa, não acreditava no havia ouvido. Foi tamanha a espera, que não poderia passar assim, batida, sem uma comemoração ao menos. Estava no escritório, o que poderia fazer ao máximo seria ir buscar um grande copo de café, o mesmo. Aquele de cinquenta centavos. 

Ao caminhar até máquina, assistiu tudo em câmera lenta, o sol quente atravessando as janelas, os homens ao fundo fazendo uma reforma, o vento trazendo de leve aquela poluição seca de inverno, tudo que sempre esteve ali, mas que agora merecia sua atenção. Olhava todos ao seu redor e murmurava, perguntava-se "Será que sabem ao lado de quem estão? Será que sabem o que conquistei nos últimos dez minutos?" Fora a maior caminhada de trinta metros que já havia feito. Pegou seu café, sentou-se em sua cadeira em frente ao computador, só então deu o primeiro gole. E que gole. Continha um sabor que nunca havia provado, sabor único de quem nunca havia conquistado nada na vida, e agora sentia sabores e odores que jamais sentira. Resquícios de uma vida nova. E o sabor perdurou em sua boca por muito tempo.








domingo, 15 de julho de 2012

1# fragmento

Esfregava a mão ao rosto, com força e repetidamente. Como quem quisesse limpá-lo, quase causando feridas. Como queria apagar seus traços de sua própria face.
Por não aguentar o peso das lembranças, o peso do tempo sobre suas costas.

Sem dar-se conta, flagelava seus dedos, ao som da mesma música, aquela que o transportava para outra dimensão, imerso em seus pensamentos só retornava ao sentir o sangue escorrendo de seus dedos, porém não conseguia parar aquela sensação de montar sua vida a sua vontade, do modo que bem gostaria ao som daquilo que o fazia desfalecer, era irresistível.

Horas antes, saiu em fuga, poderia andar, mas decidiu gastar seus últimas moedas na passagem de um circular, para dar uma volta em seu bairro. O balanço do ônibus velho e a gritaria em volta não incomodava, só queria olhar a noite as luzes daquelas casinhas, umas empilhadas em cima as outras. Observava o filme mudo a sua volta, todos aparentemente felizes, conversando na volta de um domingo a noite, não se sentia bem, não se encaixava. Então assim preferia continuar olhando as luzes pela janela, punindo seus próprios dedos por isso, arrancando sua própria carne e voando entre aqueles becos.
Era visível o sangue sobre o esmalte ruído. Que prazer imensurável aquilo lhe dava.





sábado, 14 de julho de 2012

Que vida boa.
Férias, e essa luz de lâmpada fluorescente que faz meu astigmatismo pirar.
Que delícia de se ouvir minha playlist no repeat em frente as minhas tabelas de Excel.

Essa paisagem linda que é de se ver, papéis e mais papéis ao meu redor.
E os telefones tocando sem parar.



Curtindo minhas férias. Só que não.


domingo, 27 de maio de 2012

O lado de fora do Cultura Inglesa Festival

Sol lindo, céu azul. O tempo indicava que seria um dia perfeito para um show a céu aberto. Só que não.

Evito ir a shows gratuitos em São Paulo pelo simples fato de que não consigo lidar com a desorganização e falta de educação da grande maioria das pessoas. Hoje por ser uma apresentação de uma banda internacional e bem conhecida, por sinal, pensei que seria diferente. Adivinhe?

Primeira coisa que já me tirou do sério logo ao chegar a imensa fila que era causada por simplesmente uma revista rigorosa que estava sendo feita por meia dúzia de policiais. O lógico acontece. Aquele número não era suficiente para dar conta de tamanho público. Segundo os staffs esta revista estava sendo feita "Para que não seja manchado o nome da Cultura Inglesa caso aconteça alguma coisa muito séria lá dentro".

Tudo corria bem na fila até as quatro da tarde quando as pessoas retardatárias se deram conta que ficando
na fila não conseguiriam entrar para assistir o show e então mais uma vez óbvio acontece: Forma-se uma segunda fila para furar a primeira. Uma multidão começa a se reunir em volta da entrada não levando em conta que haviam pessoas, como eu, que estava debaixo de sol há apenas três horas.

Revoltada, procurei um staff para que seja feita alguma coisa. Ele disse exatamente isso: "Não temos como controlar a fila e a entrada, então estamos apenas controlando a entrada pois é humanamente impossível controlar a fila em um show público como este. Cabe a vocês não deixarem as pessoas furarem, não podemos fazer nada quanto a isso."

Não restava nada a ser feito apenas esperar e esperar.  Foi o que fiz, até chegar próximo ao final da fila e ao ponto de revista. A multidão começou a perder o controle e sempre tem alguém para incitar ainda mais "Vamos derrubar tudo! Vamos invadir!" - E eu falando: "Não faça isso, se começa o empurra aqui alguém vai se machucar e tem criança aqui no meio."

Alguns minutos depois as grades caíram, pessoas foram pisoteadas, outras (grande maioria) achavam graça e felizes porque cortaram a fila e conseguiriam entrar na base do grito e da força e eu ali, correndo com minha irmã mais nova para não ser pisoteada.
Senti os olhos arderem, não conseguia respirar. Pronto a polícia foi para cima de todos. Me perdi de minha irmã mais nova, meu namorado e meus amigos. Fodeu.

Entrei em desespero. A única coisa que consegui pensar foi em achar minha irmã e tira-la dali.
Consegui ao prantos, em desespero, sem entender nada.
Com ódio da polícia por prejudicar quem só estava ali para assistir um show e jogar o gás de pimenta na direção de quem apenas queria fugir da multidão.
Com ódio das pessoas porque ao pedir calma, fui chamada de fresca, ao falar que haviam crianças ali, meu namorado foi chamado de viado.

Com ódio por ver que o povo ainda não sabe lidar com a liberdade de não haver um controle sobre a fila,
sempre tem que ter um jeitinho, a malandragem. Ser honesto é muito difícil, quase impossível pelo visto.




segunda-feira, 21 de maio de 2012

Desencaixe

É preciso ler uma carta feita sobre você com o título
"Minha irmã" para levar um soco,
aliás mais um ao ver alguém descrevendo sua vida
e você não se encontrar nela mesma.

O que fazer quando alguém tão próximo á você te descreve e não se reconhece?
Chorar? Bom, foi minha vontade no momento. Guarda, respira fundo e guarda.
Até o momento que acontecer algo que será o estopim e vai te fazer desabafar tudo isso de uma vez.

Eu não sei se esse momento já chegou,
talvez tenha passado e não tenha visto. Assim como esses últimos seis meses.
Não sei onde eles estão e gostaria que alguém me devolvesse.
Inferno astral.

É o motivo de me fazer voltar a escrever textos tão literais.
Chega de metáforas! A verdade é esta, sinto que estou planando e assistindo tudo 
em terceira pessoa, e não consigo voltar. E nem consigo descer.

Na verdade, talvez eu não queira.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Ciúme.

Pego a tinta,
a derrubo sobre o pano branco...
pinto um futuro, 
meretriz e um melhor,
um batom,
uma evidência, 
um sentimento.
Eu traço as cores de um desalento,
de um descontento
sobre um alguém.
Escrevo uma história, 
um quadro sem mim,
de descuido e de dor.
Que nada!
É mais essa história de um desamor.

domingo, 29 de abril de 2012

Sé.

São esses amores, que duram nada mais que algumas horas,
são essas pessoas que nos encantam pelo cruzar de pares de olhos
perdidos num vagão de metrô.
São vinte minutos até próxima estação e é tudo que se tem.
Os olhares e os pares de minutos, não muitos.
Cada instante é único,
cada movimento é uma lembrança que fica desse amor passageiro,
amor de uma noite, amor de uma viagem.
Encanta, marca, embriaga.
E num piscar, ele se vai.
Desce na estação da Sé e se perde na multidão.
E o perfume fica, fazendo companhia as imagens,
daquilo que não se viveu.
Que vive na saudade e nos planos daquele romance,
de vinte minutos,
que em sua cabeça será de um mês, alguns anos...
dará frutos e vestidos brancos,
rendas e balanços.

Mas ficou ali, parado.
Na Estação Sé do metrô.


sábado, 21 de abril de 2012

Acômodos

Invejo hoje em dia quem tem essa disposição de aproveitar a vida,
disposição de quem nasce agora pronto pro mundo e quer engolir tudo de uma vez.
Nasci agora, desaprendi a andar pelas próprias pernas e agora engatinho
e não pensei que seria algo tão ingrato. 
Ressurgi com a impaciência de quem já errou demais em outras vidas e não quer mais pisar em ovos. 
Renasci velha, com braços e pernas doloridos por cansar de andar errante por aí,
deixando o acaso domar o seu tempo e seus dias. 
Estou aqui, de volta a esta terra infeliz para tomar o meu tempo e domá-lo
para vingar este que me matou. 
Quem me enganou oferecendo-me o ócio, na ilusão de que gozaria mais.
Sem planos e projetos, deixando o nada esparramar-se 
por cômodos adentro, que de pouquinho em pouquinho foi substituído 
por desordem, monossílabos falsos, silêncio perturbador.
Ainda com as ventanas abertas, a algazarra não ousa a entrar
não consegue tomar este espaço deixado,
que eu tive que voltar para buscar.



sexta-feira, 30 de março de 2012

Preto.

Um sopro desses de Andrade durante minha volta para casa,
enxergo as pessoas nesse vai e vem,
nessa rotina infeliz que essa cidade nos proporciona e nos mata
aos poucos pelo cansaço, pelas horas gastas em ônibus,
pelo tempo perdido em ofícios que não nos fazem felizes,
pela fome, pela prisão dentro de seus carros,
pelo aperto dentro dos transportes.

Vendo essa multidão de zumbis,
me encontro nela, de preto, de luto...
Recebendo ordens e matando o pouco de cor e vida que existe ainda em mim
Se é que ainda existe!
Já não encontro mais aquela risada nos fins de tarde,
só olheiras e olhos cansados.

Me tornei um desses adultos, que somente trabalha e vive para o trabalho.
Que não olha a sua volta e apenas segue o movimento por inércia,
esperando alguém, ou até Deus, se ele mesmo puder, mudar sua situação.

Algo está me corroendo por dentro,
aos poucos já não me encontro mais.
já não rio mais,
já não penso mais,
já não escrevo mais.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Carnaval e suas bizarrices.

Engraçado e até irônico, a escola de samba Camisa Verde e Branco entra inaugurando o carnaval do fim dos tempos com o tema "Amor".
Amor? Justo nessa época? Hum, sei.                                                        
É o que eu menos vejo. Quando todos gritam que são de todo mundo e "todo mundo é meu também"
é aquela liberdade buscando alguém para se prender, que agora é festejada, mas mais tardar é vista com tristeza.
Parece que todos se guardam durante o ano inteiro pra extravasar todos
os seus males em cinco dias e depois voltar a velha rotina na quarta-feira de cinzas.
A pergunta é: Os finais de semana estão sempre aí, aliás a vida está aí o tempo todo
porque essa necessidade de aproveitar só neste momento?
Isso está é lembrando o tempo em que até os escravos eram soltos para aproveitar o carnaval, só que agora a grande maioria não tem alforria de fazer o que bem entende sem ter um "carnaval" como pretexto.
          Escravos da rotina, porém livres para buscar alguém que os prenda.
         Mundo estranho.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Aquele show que eu perdi.

Sempre tem aquela época que você está fissurado em uma banda ou cantor que você daria até um braço para vê-lo ao vivo, ainda mais quando ele está fazendo uma turnê especial com um cartunista que você paga um pau bem grande. Foi o meu caso nos últimos meses de 2011 com Kevin Johansen, um caso de amor mesmo.
Suas músicas foram minhas companheiras durante o choro e o riso e até durante os trabalhos do curso de espanhol. De qualquer forma eu estava doida para ver seu show, e sabia que ele estava fazendo uma turnê aqui pela América do Sul, cheguei a ver noticias antigas sobre sua estada aqui no brasil em 2010. Até aí tudo lindo.

Tudo mudou há vinte minutos atrás quando em uma dessas sagas "jogando nome no google"
vi que apareceram resenhas de novembro de 2011 falando sobre o show do Kevin Johansen com o Liniers, aqui no Sesc Pompéia por 20 reais.
Sim, isso mesmo por ver notícias de sites fajutos, acreditei que sua turnê já tinha passado por aqui, mas não!
Passou linda, diva, com videos no youtube em novembro! DO ANO PASSADO!
E onde eu estava? Não sei.

Estou com uma sensação pior do que quando perdi o show do The Killers em São Paulo,
por ser véspera da fuvest. Motivo forte, sabe como é, né.

Enquanto eu vou ali me matar, vejam um trecho do show :(

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Quem é seu deus pra me salvar?

Estava eu andando sem rumo procurando sinal de wifi como sempre quando sou abordada
por dois coreanos, pensei - "É hoje que tiro o mofo do meu inglês" - Até ver ele tirar uma bíblia da bolsa e me perguntar em um português confuso minha religião e se já havia sido batizada. Dois caminhos: falar a verdade que não acredito nesse livro que está em sua mão e que sou agnóstica, segundo é fingir ser católica. Escolhi o segundo para evitar conflitos. Burra.
Passaram-se quarenta minutos e os dois coreanos queriam porque queriam me batizar de novo e me catequizar, isso mesmo, o negócio agora é missa delivery e eu otária que não sabia. Por mais que eu tentasse fingir que já tinha uma religião que já havia sido batizada ele tinha trechos grifados da bíblia que comprovavam o contrário.
Foi uma luta para conseguir fugir desses dois depois de quase uma hora.

Mas a questão não é essa, a pergunta é:
Quem foi que designou essas pessoas para me "salvar"?
Quem falou para esses dois e mais outras milhares de pessoas que eles tem o poder e o dever de iluminar aqueles que não acreditam na verdade deles.
Você pode acreditar no que quiser, até em loira do banheiro ou que o diabo vai pegar mulheres que deixam o cabelo curto, tanto faz para mim. Só não me venha pregar sua verdade, só isso.

Quer saber o que eu acho? Que se existe um deus, com certeza ele não nos criou com tanto pudor.
Se ele colocou um clítoris na mulher, será realmente que o sexo é só para se procriar? Eu acho é que Deus se estiver lá em cima deve estar querendo que todos nossos sejamos felizes. Seja sendo homossexual, seja fazendo sexo e falando o nome dele em vão ou qualquer outra coisa! Aliás, ele deve é estar querendo paz porque tem muita gente por aí pregando lixo usando o nome dele.

Dos deuses, o mais bonito.

Eu ainda me impressiono como o tempo funciona por aqui.
Ontem estava olhando pela janela do quarto as luzes da cidade lembrando que há uns anos atrás eu tinha planos de passar na Universidade de São Paulo, morar no crusp com o Luiz e ainda tinha fé de que faria audiovisual. Onde estamos agora não?

O futuro me guardou algo melhor do que pensava, estou nesse exato momento andando de chinelo 
pela faculdade como se estivesse na extensão de minha casa. Há um ano atrás eu estava chorando de euforia por meu querido companheiro ter passado. Desde então nossas vidas de uma volta enorme e passaram por lugares que jamais imaginaria.

Não se pode ter tudo, pedir para ter mais pessoas em minha vida e que elas não me deixem acredito já ser demais. O complicado é que ao mesmo tempo em que me sinto completa, falta um pedaço, aliás falta um bloco inteiro.

domingo, 29 de janeiro de 2012

I took a sip of something poison

"Ela não conseguia ao menos dizer sobre o que havia acontecido, era tudo muito confuso. Uma hora ela entrou na biblioteca e ao sair já não via mais tudo como via antes, por depois de um cinco anos dar-se conta de tudo que havia escondido. É quando algo se torna um tabu tão grande, mas tão grande que sua cabeça chega a fugir quando há uma possibilidade de pensar sobre. Seu amigo disse:
-Fique feliz, você não tem mais o que temer. Porque agora não há mais nada te oprimindo.

Em seus pensamentos veio não felicidade, mas terror de ter que reviver e ler todos os seus relatos escritos até agora, para poder identificar o que era sintoma de manipulação e o que realmente havia saído de suas próprias idéias. Isso incluí uma desconfiança sobre tudo, desde as coisas mais simples de sua rotina até a carreira que escolheu seguir. As pessoas com que anda, os companheiros que escolheu.
Pensava ser livre, mas nunca havia sido. Sua prisão era tão subliminar que não bastaria alguém tentar alertar, teria que descobrir sozinha o regime em que estava.

Alguns dias se passaram desde que saiu daquela biblioteca e viu o mundo sem vendas nos olhos.
A tristeza de ter sido enganada ainda a bloqueia de tentar entender, está tentando manter sua sanidade mental. Deixe estar, talvez seja melhor assim."

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Watch out, we got a badass over here.

2012 começou ótimo. Mentira, em certos aspectos sim em outros não.
Nesse ano pelo visto deus olhou pra mim lá de cima e disse:
 "Se você, minha querida Diana, achava que já era intolerante, esse ano irá se surpreender"

Essa uma hipótese, a outra seria de que estou com problemas hormonais, em outras palavras, uma "tpm" constante e a ultima hipótese é que isso é apenas uma extensão do meu ano câncer.
O que importa é que se já achava que estava sem saco pra muita coisa,
agora meu saco explodiu. Eu cheguei num nível de 'senta lá Claúdia' tão grande que nem discuto mais,
o esquema agora é 'vai, pode ir se foder, eu não falo mais nada'. Resumidamente, lavo minhas mãos de tudo.
Em partes isso é bom, porque nem mais com a minha mãe eu discuto, nem com mais ninguém e se discuto é um berro com um vai tomar no c* na lata, de vez em quando sai também aquela frase que tem sido meu mantra: "não tô com saco pra ninguém!"

Se continuar nesse ritmo de festa, meu estômago estará daquele jeito até o mês que vem.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Minha (tia) avó argentina.

Eu sempre brinquei com todos que haviam parentes meus espalhados por todo Brasil,
Porto Alegre, Salvador, Rio de Janeiro, interior de São Paulo e por aí vai.
Até sem mais nem menos, um dia eu comentando sobre minha futura viagem (bem incerta) pra Argentina com meu pai, ele fala como se fosse uma coisa banal:
- É bom porque você vai poder resolver as papeladas da sua vó de lá...
Eu toda ingênua, não entendendo nada...
- Vó?
-Sim, sua tia-avó, irmã da sua vó, saiu da Bahia e está vivendo na Argentina desde 1970...
- COMO ASSIM EU TENHO PARENTES NA ARGENTINA E NINGUÉM FALA?

--

Pois é, é assim que as coisas são ditas na minha família. Como se fosse um: "Passa o sal que está aí do seu lado?" - "Ah, leva as coisas pra sua vó da Argentina que você nem sabe que existe?"
Caramba, pra alguns talvez seja de fato uma coisa normal ter parentes fora do Brasil, mas pra mim não. Vou contar pra vocês um sonho que sempre tive: Ter parentes no estrangeiro pra poder viajar e/ou ter uma família bilíngue.
Essa descoberta soou como mágica aos meus ouvidos, como obra divina. Na minha lista de coisas a se fazer nesse ano, está incluso nela "dar um rolê na Argentina" e justamente esse ano, por obra de Júpiter fui parar na habilitação de espanhol. Oh gosh!
Ontem pra completar tudo, descubro que essa minha avó está aqui no Brasil com a sua filha (minha tia) esperando pela nossa visita. As duas male, male falam português. Dentro de algumas horas estarei dentro do carro a caminho do litoral para conhecê-las...

Não parece um sonho?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

"E agora eu sei"

     Um mês e dois dias se passaram.
Se passaram depois de eu ter escrito um texto aqui dizendo não acreditar mais que o tempo
é um fator irrelevante nas relações. E aqui estou eu fazendo um manifesto contra minha própria opinião.
    Não parece ser só um mês, aparenta ser uma eternidade! Quando se quer esquecer alguém ou algo
o tempo passa devagar, quase rastejando. É uma luta diária para não lembrar,
não pensar no assunto. A tal paz que já citei aqui não é isso, definitivamente, tentar esquecer é entrar em guerra consigo mesmo. Não existe coisa pior que isso.
Como tentar burlar seus próprios pensamentos, acreditar que após ter rasgado uma foto, você foi capaz de matar aquela pessoa para o todo e sempre. 
    Ainda faz pouco tempo, e apesar de não parecer a gente sempre quer uma resposta rápida que talvez só vira daqui há alguns anos: Será que fiz a escolha certa?
O tempo se adiantou um pouco e respondeu com um tapa na minha cara, de uma maneira gritante,
que talvez as coisas perdurem mais do que eu esperava, que talvez eu estivesse fazendo a coisa que mais abomino: Generalizar. 
    Como eu pensava, sua vida não é mais a mesma quando alguém sai dela, mas infelizmente com toda certeza nos acostumamos a essa nova vida. Uma hora deixa de fazer falta e nesse momento sim, você cometeu um assassinato.
Esse assunto sempre, sempre acaba me lembrando "O Brilho eterno de uma mente sem lembranças".

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quizá un cuento

Era noche. Este fue el único momento en que ella se sintió prepara para lo que gustaría de hacer,
tendría que ser ahora, ni más tarde, ni más temprano.
Cogió el telefonó. Marcó el número, todavía sabía si mirarlo.
El telefóno llamó, solamente una vez. La persona del otro lado dijo nada, oí sólo el aire saliendo de tu boca, ninguna palabra. Las manos sudaban, los ojos apretados en medio de la oscuridad, lloraban. Felicidad o emoción, no se sabía. Algunos minutos pasaron, y los dos novios se quedaban oyendo sus respiraciones.
Cuando así no más, la chica desató un "¿y se nos quedarmos juntos? Juntos para todos, juntos para nosotros..."
La voz en otro lado dijo, bajo, casi como un soplo: "¿Juntos?"
Ahora la valentía ya estaba con la doncella, no podría más parar, no ahora, continuó...
"Juntos para todo lo siempre, quiero pedir tu mano, ¡estoy pedindo tu mano!"


Un peso quedó de sus espaldas, un peso que la hizo ganar vida y aquello que estaría del otro lado, sus días seguientes ya no serían los mismos...

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Retrospectiva musical

Acabei de ver que exatamente agora pouco começou os 60 melhores clipes de 2011 na VH1
(fica a dica aí, você que não está fazendo nada nessa tarde chuvosa), já aproveitando o assunto
porque não eu, Diana, não fazer a minha retrospectiva? Na verdade não é bem retrospectiva, são mais as descobertas musicais que fiz esse ano e que tomaram conta dos meus 8 gb de memória no celular.

O problema é que como eu sou monomaníaca provavelmente devo ter escutando o ano todo uns vinte artistas no repeat infinito. Mas houve coisas inesperadas como por exemplo uma semana em que escutei "Total Eclipse of the Heart" na versão do glee sem parar, e pior é que não foi só eu quem passou por isso, meus vizinhos hoje devem pensar que sou a pessoa mais forever alone do mundo.
Por isso, não estranhe as coisas que eu colocar aqui! 





SIM, já começou mal, Belinda. Sabe aquela que fez aquela novelinha do SBT 'O diário de Daniela'? É essa mesmo! Pode rir que eu deixo! 
A situação foi a seguinte: Parei em uma graduação de espanhol sem saber nada de nada e descobri isso em janeiro. A solução temporária foi buscar um cantor que cantasse em espanhol e ficar ouvindo sem parar pra ver se aprendia alguma coisa. E daí puxou pra outros rebeldes como Dulce Maria, Anahí era o que tinha no momento. Pior é que eu acabei gostando mesmo de Belinda. 



Eu não me lembro quem, mas alguém me recomendou essa música e caramba, foi amor assim que ouvi!
Meus colegas de trabalho que o digam, porque passei um dia inteiro ouvindo sem parar até hora em que chegou um infeliz e falou "Já deu ein, Diana". O que me impressiona no Two Door Cinema Club é que eles não tem um clipe ruim! Ouvindo "Something good can work" deles, fui parar na paródia, se é que podemos chamar assim, feita pela Banda Uó.Outra descoberta linda de 2011, tive mil chances de ir ao show bater cabelo e não fui. 2012 me aguarde e vocês poderão me encontrar em algum show deles pirando.


Voltando ao mundo cucaracha, que foi de onde saíram as melhores descobertas com certeza, a minha professora de espanhol no primeiro semestre passava várias dicas musicais ótimas, não dava muito ouvidos porque ainda estava na fase de achar graça dessas músicas latinas, demorou um tempo pra isso passar, mas quando passou... Encontrei muita coisa boa! Minha primeira paixão foi o Kevin Johansen!


O que gosto nele é que ele tem desde umas batidas pop até aquelas 'um banquinho e um violão'. E uma coisa bizarra que vale a pena saber é que ele nasceu no Alasca e depois se mudou pro Uruguai, então dá pra encontrar músicas cantadas em inglês também. #megusta

Outras duas paixões foram Jorge Drexler e Julieta Venegas -Escute o acústico dela!- Um descobri pela trilha sonora do filme lope e outro pelos caminhos do youtube a fora. 

Agora a última banda e também a mais recente, com direito a já chorar ouvindo (não me pergunte como!)
é Foster the People. Eu já tinha visto ser destaque do mês na VH1, porém só parei para ouvir quando a Dianna Agron postou no facebook - "Poutz, se até ela está ouvindo..." - 


Eles estouraram do nada e já estão aí no Lollapalooza! Eu só espero que não seja aquela coisa, lança o primeiro álbum fodido e o segundo é uma bosta. O que acho que foi o que aconteceu com a Lady Gaga, masssss assunto para outro dia.


Se você leu até aqui, ganha direito ao... BONUS TIME


Só pra fechar com chave de ouro, isso sim é a MELHOR MÚSICA DO ANO EVER hahaha




quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Dia seis, dia de reis!

Chegou o dia de tirar a árvore de natal da sala e guardar novamente no armário velho,
guardar os pisca-piscas, os enfeites. A paulista não estará mais iluminada, nem Parque Ibirapuera.
Aquela ansiedade pré-natal de quais presentes vou ganhar e a dúvida se vou passar mal de tanto comer passou.

Isso tudo acabou e me dá uma tristeza, só de pensar que há mais um ano pela frente antes de comer toda essa comida natalina me dá uma preguiça enorme. Preguiça de viver mesmo, tudo de novo.
Esse período de fim de ano, para alguns, é o único em que a família se reúne, senta pra bater um papo sem pressa porque ninguém vai trabalhar no dia seguinte.

Agora cada dia é um dia a menos de férias e um dia mais próximo das provas, ou no melhor do otimismo, mais próximo do carnaval. Essa é a motivação de viver agora, o carnaval, a páscoa e por aí vai. Já começamos o ano  contando quantos feriados vamos ter, já ouvi dizer que são nove outros dizem dezesseis (oi?).
Pensar que em alguns países da Europa, amanhã será o dia tão esperado de trocar os presentes, enquanto aqui é o dia em que a festa acaba. Lá eles comemoram o nascimento de Jesus com comida e a chegada dos Reis com presente, a festa dura muito mais!

Já que não há o que fazer, que venha mais um ano inteiro na esperança dos preços serem mais baixos e as comidas mais gostosas.
Amém!

Scumbag Santa banner

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Fotolog terra, Y U?

AVISO: POST FEITO COM TECLADO SEM ACENTO,
EU SEI QUE FACO LETRAS, MAS EH O QUE TEM PRA HOJE!

Passou as festas, cabo Natal, cabo réveillon e suas contas de cartão pra pagar chegaram no dia 2.
Esse eh o modo dos bancos te desejarem `feliz ano novo`.
Então todos os modos de fazer dinheiro jah passaram pela minha cabeça, desde vender icegurt a investir na bolsa. O que me pareceu mais sensato e com retorno certo foi apenas um: Ganhar dinheiro pela internet.
Em mais uma de minhas sagas `jogando meu nome no google` fui parar no meu antigo fotolog, Ao tentar fazer o login, a surpresa... Eu ainda sei a senha! Entrei, vi que meu ultimo post foi em 2009, tudo bem. O que me  assustou mais ainda foi que mesmo sem nenhuma atualização ele recebe por volta de 200 visitas por semana, e no total ele tem 43 mil visitas.
`SANTO CRISTO, porque eu não coloquei publicidade nele? Agora estaria RYCAA`

Essa foi minha primeira reação, a segunda foi voltar a postar nele e correr atras do prejuízo, inscrevi o fotolog no Google Adsense.
Toda otária, sai espalhando pra família minha mais nova fonte de negócios, sem nem saber a resposta do google nem nada. Deixa a crianca sonhar. Mal sabia ela que ha dois anos atras quando assinou aquele termo de condicoes sem ler, e se tivesse lido saberia que ha um trecho dizendo `proibido fazer publicidade e ter ganhos com isso`. NAO, y u fotolog terra faz isso comigo? Agora nao consigo parar de pensar no tanto de money que estaria ganhando agora se houvesse aberto meu fotolog em outro servidor! Nao seria muito dinheiro, mas seria o suficiente pra pagar minha dividas agora.

A moral da historia é: Sempre bom ler aquele termo de condicoes em tudo que fizer na internet.
Primeiro: Porque voce pode acabar vendendo seu corpo sem saber.
Segundo: Porque vc pode perder dinheiro com isso!

Eu, puta, ao ver a sacanagem que fizeram comigo!