São esses amores, que duram nada mais que algumas horas,
são essas pessoas que nos encantam pelo cruzar de pares de olhos
perdidos num vagão de metrô.
São vinte minutos até próxima estação e é tudo que se tem.
Os olhares e os pares de minutos, não muitos.
Cada instante é único,
cada movimento é uma lembrança que fica desse amor passageiro,
amor de uma noite, amor de uma viagem.
Encanta, marca, embriaga.
E num piscar, ele se vai.
Desce na estação da Sé e se perde na multidão.
E o perfume fica, fazendo companhia as imagens,
daquilo que não se viveu.
Que vive na saudade e nos planos daquele romance,
de vinte minutos,
que em sua cabeça será de um mês, alguns anos...
dará frutos e vestidos brancos,
rendas e balanços.
Mas ficou ali, parado.
Na Estação Sé do metrô.